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21 de set de 2013

Pastor lamenta postura de cristãos que ironizaram a morte de Champignon: “Como podem falar do inferno com tanta naturalidade?”

 

A morte do baixista Champignon, ex-integrante do Charlie Brown Jr., foi muito lamentada por seus colegas de profissão e amigos pessoais nas redes sociais. Entretanto, alguns internautas que não mantinham um relação de proximidade com o músico fizeram comentários com teor de julgamento ou ironia, pelo fato de Champignon ter cometido suicídio.

Um dos colegas de profissão do músico, o cantor e ator Leo Jaime, chegou a criticar essa postura ainda no calor da notícia, e afirmou que “não existe prêmio para quem julga os outros mais rápido”.

O mesmo comportamento incomodou o pastor e blogueiro Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança. Num artigo falando especificamente sobre comentários publicados por cristãos sobre o caso, Vargens demonstrou tristeza pela forma como muitos fiéis falaram friamente sobre a condenação ao inferno.

“Por favor me responda sinceramente como é que pode crentes em Jesus falar do inferno com tanta naturalidade, sem contudo derramar uma lágrima sequer? Confesso que fico estarrecido com  o sarcasmo de alguns, bem como a frieza de outros, que aparentemente estão felizes com o falecimento de Champignon”, escreveu Renato Vargens.

O pastor citou um trecho de um discurso de Jonathan Edwards sobre o inferno e a atitude dos cristãos em relação à pregação de que o caminho oposto à salvação é a perdição. Em sua fala, Edward diz que “se nós que cuidamos das almas soubéssemos como é o inferno e conhecêssemos a situação dos condenados à perdição, ou se por algum outro meio nos tornássemos conscientes de quão pavorosa é a condição deles; se ao mesmo tempo soubéssemos que a maioria dos homens foi para lá e víssemos que nossos ouvintes não se dão conta do perigo – nestas circunstâncias, seria moralmente impossível que evitássemos mostrar-lhes com muita seriedade a terrível natureza de tal desgraça e como estão extremamente ameaçados por ele. Nós até mesmo lhe clamaríamos em alta voz”.

Vargens retoma lamentando a postura desses cristãos que, aparentemente, não refletem sobre a complexidade do assunto e o real tamanho das consequências de ser condenado ao inferno: “Os que falam do inferno sem lágrimas nos olhos e com frieza na alma apontam para o fato de que não entenderam a mensagem do Evangelho. Ouso afirmar que se entendêssemos de toda nossa alma o que significa o inferno não seríamos tão maldosos em nossos comentários, antes pelo contrário, choraríamos diante do Eterno, simplesmente pelo fato de sabermos que uma alma se perdeu”.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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