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12 de out de 2011

QUEM É O DONO DA IGREJA?

 

Pode parecer estranha essa pergunta, mas ainda é muito pertinente. Antes de tecermos quaisquer comentários acerca do tema, devemos fazer a advertência que abre todas as exortações, elogios e repreensões de Jesus as sete igrejas da Ásia que representavam e ainda representam a plenitude da Noiva do Cordeiro nos tempos passados, presente e futuro: CONHEÇO AS TUAS OBRAS.

 

     Com isso, o Senhor está ratificando conhecer as motivações do nosso coração.

     A quem sirvo? Para quem trabalho? Com que me alegro? Façamos essa reflexão: servimos, trabalhamos e nos alegramos na obra de Deus ou simplesmente na defesa da denominação a qual estamos afiliados? Ver as pessoas sendo transformadas e a igreja crescendo tem o mesmo peso quando acontece em outra denominação ou ao invés de nos alegrarmos nos enciumamos? Sem querer criar polêmica, espero que ao final desse artigo entendamos a sutiliza dessa diferença.

 

      O QUE SÃO OS SETE CASTIÇAIS?

 

     João abre o capítulo 2 do livro de Apocalipse com essa afirmação: “Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro” (Apocalipse 2:1). Anteriormente, no capítulo 1º (versículo 20) para que não pairasse nenhuma dúvida quanto a interpretação, está devidamente esclarecido que as estrelas são os anjos (que alguns entendem ser hodiernamente os pastores) e os castiçais, nesse contexto específico, representa inequivocamente as igrejas existentes na época, e profeticamente as que nasceram fruto dessa obra missionária. Então, Jesus é Aquele que caminha no meio da igreja.

 

     QUE SIMBOLISMO HÁ NA POSSE DAS CHAVES? (Ap. 3.7- 13)

 

     Uma das igrejas mais avivadas contemporâneas ao ministério do apóstolo João era a situada em Filadélfia. Filadélfia traduzido do grego significa “amor fraternal”. Dela O Senhor Jesus fala:

    

Conheço as tuas obras;

   

Mesmo com pouca força não negastes o Meu Nome;

   

Aqueles que pregam heresias reconhecerão o amor que tenho por ti;

 

Vocês serão guardados da hora da tentação.

 

     Porém intencionalmente, a afirmativa mais importante deixamos para comentar por último:

 

    “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre”

 

     Ora, quem “abre e fecha e fecha e abre” é o dono da chave. O dono da chave é o dono da casa, portanto, por analogia Jesus sendo dono da igreja de Filadélfia não precisa de permissão para entrar.

 

     EIS QUE ESTOU A PORTA (Ap. 3. 14 – 22)

 

    Comumente utilizamos esse texto na hora do apelo como se Cristo não estivesse se referindo a igreja. Mas vejamos: em oposição a igreja de Filadélfia está Laodicéia (traduzido por alguns como “julgamento do povo” ou similarmente como “democracia”). Diferentemente de Filadélfia, muitas repreensões e conselhos são dados por Jesus:

 

     Diziam: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”.

 

     Conselho divino: “tu és infeliz, sim, miserável, pobre, aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres. És cego, aconselho-te que de mim compres colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. És nu, Aconselho-te que de mim compres vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez.

 

     Igualmente, deixei para comentar a afirmativa mais importante no final: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20).

 

     E agora, quem tem as chaves? Quem é o dono da igreja? Não mais o Senhor Jesus uma vez que diferentemente de Filadélfia Ele está do lado de fora, esperando que o “novo dono” abra a porta e O permita entrar. Você sabe o que põe Jesus fora da igreja? Muitas coisas, mas principalmente a soberba - “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”.

 

     Muitas igrejas agem como se o Reino de Deus precisasse delas e não o contrário e assim, seus líderes se reúnem em conselhos (a lei da democracia) e subvertem os princípios e prioridades do evangelho: usos e costumes passam a ser mais importante que preceitos bíblicos, fidelidade a igreja visível como único preceito em detrimento a igreja universal dos salvos em todo mundo, o desejo de ser grande se impõe a servidão e serviço inclusive demonstrado pelo próprio Cristo aqui na terra...

 

     Ainda há tempo: Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu PRIMEIRO AMOR. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. (Apocalipse 2:4 - 5). Essa advertência vale para nossas igrejas, mas principalmente para cada um de nós que deseja vencer.

 

     “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (Apocalipse 3:21)

 

 

Por Marcos Bizerra

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