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31 de jan. de 2012

Um cristão pode praticar MMA? Pastores e teólogos debatem sobre o tema…

 


 

O MMA (Artes marciais mistas) é hoje uma das modalidades esportivas que mais cresce no mundo e também no Brasil, que por sinal possui os melhores lutadores do esporte. Com o crescimento do MMA, também vieram as criticas a modalidade, que chegou a ser banida de alguns estados nos EUA por ser muito violenta. No final de semana passado, foi realizado no Brasil o maior evento deste esporte, o UFC Rio que lotou o HSBC Arena e foi um sucesso segundo seus organizadores.

Um dos maiores lutadores do UFC é Vitor Belfort, que na maioria de suas lutas agradece a Deus após vitórias e usa o calção com o nome Jesus escrito. Declaradamente cristão, Belfort explicou em recente entrevista a ligação entre a religião e a luta dizendo que o que ele faz no octógono não é uma briga, e sim uma competição.

Além de Vitor que desta vez apenas comentou as lutas, outro atleta cristão estava no UFC, o estreante capixaba Erick Silva, que a exemplo de Belfort, entrou com o nome Jesus escrito no calção e tem como um de seus apoiadores o Senador evangélico Magno Malta.

Diante desta relação, o portal Gospel Prime (parceiro do Overbo) procurou pastores e teólogos para saber o que eles pensam deste esporte. Um cristão pode praticar tal esporte? É licito ao crente em Jesus assisti-los?

“Eu não vejo embasamento bíblico favorável, mas também não vejo o contrário”, disse o pastor Ariovaldo Júnior, do Manifesto Missões Urbanas. Ele acredita que a prática hoje é mais esportiva e  ”não tem mais nada a ver com os vale-tudo onde havia graça em esmurrar o outro além das condições humanas”.

Biblicamente falando, Ariovaldo Júnior diz que não há menções que condenem o esporte. “Eu gosto do UFC por celebrar um esporte que ainda não tem influências do feminismo. O feminismo determina tudo hoje em dia, até o nosso modelo de ‘cristão ideal’ está mais pra figura de uma mulher do que pra um homem de verdade. A propósito, lutas de diversos tipos foram contemporâneas de Jesus e de Paulo (que viveu inclusive em Roma), porém não vemos nenhuma recomendação contrária à prática esportiva”, diz o pastor do Ministério Sal da Terra em Uberlândia – MG.

Violência e cristianismo

Já o pastor Geremias do Couto, da Assembleia de Deus, considera o esporte inadequado para o cristão. “Respeito quem participa e assiste (a tentação é grande!), mas a violência que o caracteriza conflita com os princípios de vida do Cristianismo. Há outros esportes saudáveis que podem muito bem atender a nossa necessidade de entretenimento e, sobretudo, de cuidados físicos.”

Couto diz que pode sustentar seu posicionamento lembrando de versículos como o de Gálatas 5 que fala sobre a temperança, assim como quando Paulo fala que tudo nos é licito, mas nem tudo nos convém. “Sei que no caso desse esporte não se trata de uma agressão gratuita, por vingança ou por maldade mesmo, mas de qualquer modo é uma forma de agressão consentida. Alguém vai sair arrebentado”, diz o pastor assembleiano.

“Aquilo é selvageria”, disse o teólogo Rodrigo Weronka, ele não concorda que um cristão deva participar ou assistir esse tipo de competição. “Como chamar de esporte um negócio que visa arrebentar o oponente?”, questiona.

Weronka fala sobre a diferença entre esportes perigosos como a Fórmula 1, e esportes “brutos” como ele classifica o MMA. “Uns podem dizer que na F1 o carro pode matar o piloto, mas na F1 o objetivo não é esse. E no vale-tudo, o ‘vale tudo’ é vencer o oponente, massacrando o cara”, disse.

Ele também não utiliza nenhum fundamento bíblico para basear suas convicções, apenas diz que a prática não condiz com os valores passados pela Palavra de Deus. “Não consigo aceitar uma brutalidade como o vale-tudo como esporte ou mesmo como algo para entretenimento cristão. Mas é claro que não tem um verso ‘não lutarás MMA’, isso é uma questão contemporânea. Deduzo pelos parâmetros bíblicos do amor ao próximo que arrebentar a cabeça de um ser humano, criado por Deus, por ‘esporte’ é ridículo”.

Princípios bíblicos

Geremias do Couto também fala que o esporte em questão foge dos princípios bíblicos. “Biblia não trabalha simplesmente com regras. Ela trabalha com princípios, que devem ser aplicados nas mais diferentes circunstâncias. Há muitas outras coisas das quais a Bíblia não fala de forma explícita, mas por causa dos princípios que ela nos oferece podemos fazer bem as nossas escolhas e evitar aquilo que não glorifica a Deus. Paulo escreveu: “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”, 1 Coríntios 10.31. A grande pergunta é: esse esporte glorifica a Deus?”

O mantenedor do portal apologético NAPEC vai mais longe:  ”Pergunte a um cristão se uma tourada é um esporte bacana. Não, dirão em coro! Judiar do pobre animal não é certo. E a caça esportiva? não é certo!. Então seria ético arrebentar outro ser humano numa competição esportiva?”

Vale-tudo na Igreja

Weronka também critica a prática de lutas dentro da igreja, como acontece na Igreja Renascer, que chegou a ser notícia no canal NatGeo (National Geographic) por montar um ringue dentro da igreja e promover a luta como “forma de evangelismo”.

“Uns dizem que o vale-tudo pode ser uma estratégia de evangelismo, então “vale tudo” para ter os jovens ali?” questiona Weronka que não concorda com o fato de uma igreja evangélica apoiar esse tipo de esporte.

“Sob a desculpa pragmática dos ‘fins justificam os meios’ a igreja vai ficando com a cara do mundo. E se a igreja deve ficar assim, prefiro ser um esquisito e manter a ortodoxia bíblica”, critica o teólogo.

Fonte: Gospel Prime

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MMA dentro do templo?

 

Igreja frequentada por Kaká organiza competição de lutas em São Paulo

Pastores da Renascer transformam torneio em grande culto para atrair novos fiéis; no octógono, xingamentos aos adversários estão proibidos

 

Igreja evangélica promove campeonato de MMA dentro do templo

A Igreja Apostólica Vida Nova da Mooca, São Paulo, realizou no dia 25 de janeiro o Primeiro MMA Power Fight, uma competição de lutas que aconteceu no templo da igreja que recebeu um octógono e centenas de pessoas que presenciaram 12 lutas que tinham como objetivo “lutar por vidas”.

Foram 10 competições de MMA, uma de Submission e outra de Jiu Jitsu que tiveram como trilha sonora canções de grupos evangélicos como Oficina G3 e Pregador Luo. No octógono além das lutas físicas também aconteceu uma luta espiritual, quando o pastor Roberto, líder da Rede de Jovens, subiu para pregar sobre o evangelho e conquistar vidas para Jesus.

No final da pregação o pastor realizou uma oração e alguns dos presentes levantaram suas mãos para aceitar a Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Quem estava na igreja da Mooca e comentou sobre o evento foi o apóstolo Willy Garcia, fundador do ministério. “Muitas pessoas criticam o MMA por ser um esporte violento, mas hoje ele é o esporte do momento e para nós, da igreja, é uma boa oportunidade de fazer evangelismo. Temos pessoas aqui hoje que jamais entrariam em uma igreja”, disse.

O apóstolo citou o lutador de MMA Vitor Belfort que é evangélico, seu testemunho foi transmitido para os presentes durante os intervalos das lutas. “Existem atletas, como Vitor Belfort, que apesar do esporte e do estilo de vida, amam a Jesus (…) Nosso objetivo é ser uma igreja contemporânea e relevante, levando a Palavra de Deus a todos os segmentos da sociedade. O principal objetivo aqui é a luta contra a perdição e a favor da salvação”, completo Garcia.

A relação MMA e Jesus tem levantado muitas polêmicas, enquanto o líder da Vida Nova acredita que é possível que esse esporte e o evangelho convivam sem problemas, outros pastores criticam a luta livre dizendo que é muito violenta e que não agrada a Deus. Até mesmo um jornalista do Lance! questionou o agradecimento que os atletas evangélicos fazem no final das lutas, quando conseguem derrubar seus adversários.

“O sujeito quebra o maxilar do rival, arrasa seu rosto, abre a testa, tira sangue da orelha, faz o adversário dormir e sai comemorando e agradecendo Jesus, dizendo que o mérito foi dele. Por ter apagado o outro? Teve o dedo de Cristo aí?”, escreveu João Carlos Assumpção em sua coluna do jornal Lance!.

Fonte: Guia-me/Bloco da Missão

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Famoso ateu questiona a construção de “Templo ao Ateísmo”

 

Famoso ateu questiona a construção de “Templo ao Ateísmo”

Um dos ateus de maior destaque no mundo, Richard Dawkins, questionou em uma entrevista ao jornal britânico The Guardian se é necessário mesmo construir um templo para o ateísmo, rebatendo o projeto anunciado por outro ateu, Alain de Botton, que quer construir o Templo ao Ateísmo no centro financeiro de Londres.

“Os ateus não precisam de templos”, sentenciou Dawkins criticando o projeto da construção do templo, pois para o cientista há outros projetos que precisam de incentivo. “Acho que há coisas melhores para se gastar dinheiro, como a educação secular e a construção de escolas não religiosas que se dediquem ao pensamento cético.”

O autor de “Deus – um delírio” acredita também que a construção desse edifício transformaria o ateísmo em algo religioso. “Os ateus não precisam disso para investigar o significado da vida”, disse.  Mas Botton tem se tornado um grande crítico de Dawkins, que segundo ele prega um ateísmo agressivo.

Sua construção está para ser aprovada pelo departamento de obras de Londres e se receber o aval positivo será construída no final de 2013. O edifício terá 151 metros de altura, representando a idade da Terra, em seu interior terá a inscrição de um código binário com a sequência do genoma humano.

A principal crítica de Botton em relação à Dawkins e também a Christopher Hitchens (1949 – 2011) é que por causa desses dois militantes ateus o “ateísmo se tornou uma força destrutiva”. Em sua visão “há muitas pessoas que não acreditam em Deus e nem por isso são agressivas em relação às religiões”, disse o idealizador do Templo ao jornal The Guardian.

Fonte: Paulopes

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“Igreja cristã mais numerosa do mundo está na China”, diz especialista

 

“Igreja cristã mais numerosa do mundo está na China”, diz especialista

Embora seja comumente aceito que a Igreja do Evangelho Pleno, liderada pelo pastor Paul Yonggi Cho na Coréia do Sul é mais numerosa do mundo, o economista e pregador Zhao Xiao afirma que existe uma maior na China.

Zhao é o fundador e presidente do Instituto de Liderança Cypress, em Pequim. Ele esteve recentemente em um seminário realizado pela Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno (ADHONEP), no sul da Califórnia e falou sobre o que pouca gente sabe.

Embora a igreja Yonggi Cho tenha cerca de 800.000 membros, após um exame cuidadoso, Zhao disse que na verdade a maior igreja está na China. Sem revelar seu nome, afirmou que há uma igreja na China que compreende de 100.000 congregações, onde cada congregação é formada por uma média de 50 pessoas. Logo, o número total de membros ultrapassa cinco milhões.

Além disso, essa igreja na China está preocupada com missões e já enviou mais de 100 missionários no exterior.

Mesmo que a religião seja proibida pelo governo, a China está passando por uma mudança transformadora e, em algumas áreas do país, as igrejas estão experimentando um grande avivamento, com o número de crentes ultrapassando a metade da população.

Embora o crescimento contínuo dos cristãos na China seja óbvio, os crentes tem pouco preparo doutrinário. Neste aspecto, Zhao espera que a igreja na China possa aprender mais com as igrejas cristãs no país vizinho, Coreia do Sul.

Zhao disse que ficou surpreso ao visitar algumas das famosas igrejas da Coreia, onde ficou  profundamente comovido ao ver suas orações apaixonadas e dedicação às missões. Muitas dessas igrejas abrem às quatro ou cinco da manhã para encontros de oração. Ele disse que chegou em algumas delas às 5 da manhã para participar da reunião de oração e, para sua surpresa, a igreja já estava lotada de pessoas.

Mencionou ainda a lentidão de certas igrejas do ocidente, pois afirma que muitas dessas igrejas orientais  começam a investir em missões no exterior apenas um ano após sua fundação.  O exemplo mais famoso é a Igreja Onnuri, da Coreia, cuja visão é tornar-se uma igreja missionária, para isso um dos seus objetivos é enviar uma em cada três famílias para um campo missionário. Seu objetivo futuro é chegar a 2.000 missionários no exterior.

O economista  destacou que as experiências da China com a mudança causada pela cruz é benéfica, pois garante que o povo possa viver em paz, construir uma sociedade harmoniosa, e experimentando grandes bênçãos. Para ele, a economia chinesa se beneficiará da propagação do cristianismo. Como economista, ele já publicou um artigo intitulado “Economias de mercado com Igrejas e Economias de Mercado sem Igrejas”, onde argumenta que a chave para o sucesso comercial dos Estados Unidos foi o seu grande número de igrejas cristãs.

Fonte: Gospel Herald

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Cristãos vão se reunir nos Estados Unidos para orar por Hollywood

 

Cristãos vão se reunir nos Estados Unidos para orar por Hollywood

No dia 15 de março acontecerá nos Estados Unidos o evento TheCry Hollywood, uma campanha de oração que tem como meta orar em favor daqueles que trabalham na indústria do entretenimento, seja TV, cinema, música ou teatro.

De acordo com a diretora do evento, Faytene Grassechi, essa data é mais do que um dia de oração. “Não é uma conferência, será um grito para Deus mover-se com Seu amor e poder na mídia do entretenimento”.

No site do The Cry há um texto explicando um dos motivos que levam esses cristãos a orarem pelo centro de produção de entretenimento do mundo: Enquanto a média de horas gastas pelos americanos nas igrejas é de 28 horas por ano, a cada dia eles passam seis horas na frente da TV.

Através desse dia de oração os organizadores esperam gerar mudanças significativas no mundo, por isso a oração que será feita nas ruas pedirá a Deus para que mova o coração daqueles que trabalham nesse ramo e que o Espírito Santo inspire essas pessoas  para lançarem produtos abençoados e que as produtoras de filmes adultos sejam resgatadas por Cristo.

Entre os líderes religiosos que apoiam este evento está o pastor Shawn Bolz, diretor do ministério Expressão 58 que está ansioso para participar do evento “que será uma porta de entrada para Deus fazer mudanças na indústria do entretenimento mundial”.

O crítico de mídia norte-americano e presidente da Film Christian e da Comissão de Televisão, Dr. Ted Baehr, também estará no TheCry Hollywood e ao The Christian Post falou sobre sua visão sobre esse tema. “Eu tenho trabalhado lá desde 1978. Eu cresci lá e tenho uma longa história com Hollywood. Eu sou muito grato por toda a equipe do TheCRY, pois eles levam as coisas a sério”.

Fonte: CPADNews

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Brasil é o terceiro país com maior número de mórmons

O Presidente dos missionários, Marcus Martins, e esposa Mirian, em frente a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD) é mais conhecida como “Igreja dos Mórmons” por causa do livro que carregam juntamente com a Bíblia. A imagem mais associada à igreja são os missionários, quase sempre em par, que usam gravatas escuras, camisas brancas e uma plaquinha preta com os nomes gravados.

Os missionários vão de casa em casa, pedem para conversar, falam sobre “O Livro de Mórmon”, para eles uma escritura tão sagrada quanto a Bíblia e convidam para as pessoas conhecerem o templo.

Essa religião, que para muitos é meramente uma seita, teve início 1830, nos Estados Unidos através de Joseph Smith Jr. Aos 14 anos, ele afirmou ter recebido uma visão de Deus e de Jesus Cristo. Seu chamado seria para “restaurar o cristianismo, preparando os fiéis (santos) para a volta do messias no futuro (nos últimos dias)”. Em 1823, Smith diz ter recebido a visita de um anjo chamado Moroni, que lhe mostrou placas de ouro. Quando as placas foram traduzidas, tornaram-se livros, sendo que o mais importante é “O Livro de Mórmon”.

A Igreja dos Santos dos Últimos Dias projeta chegar este ano a 1,167 milhão de membros no Brasil. Eles têm experimentado um crescimento acelerado nos últimos anos. Se continuar assim, o Brasil ultrapassará o México (1,234 milhão) como segundo maior país de mórmons do mundo em cinco anos.

O primeiro lugar dificilmente deixará de ser dos Estados Unidos, onde a religião teve início e que já reúne quase 4 milhões de seguidores. Calcula-se que no mundo já existem 14,1 milhões de mórmons.

Existem cerca de quatro mil missionários que pregam pelo Brasil anualmente (50% brasileiros, 50% americanos). Durante dois anos, rapazes de 19 a 26 anos e mulheres de 19 a 40 dedicam-se a espalhar sua mensagem por 27 regiões do país. No Brasil, tudo começou em 1926, por conta de um casal de imigrantes alemães da família Lippelt, que pediram aos EUA o envio de missionários.

Dentro da ideologia mórmon, todo jovem deve se dedicar ao trabalho missionário. O treinamento custa US$ 500 e é bancado pelas famílias. Quase sempre eles saem de casa para outro país e passam a viver em casas alugadas pela igreja.

Diferentemente dos neopentecostais que também crescem em número, os mórmons não investem em mídia como TV e rádio. Preferem o contato pessoal e investem na produção e distribuição de material de evangelização. Hoje produzem 50 mil exemplares da revista “A Liahora” para assinantes. São 200 mil exemplares de “O Livro de Mórmon” e 60 mil Bíblias vendidas por ano, além do serviço social (doação de três mil cadeiras de rodas por ano e um forte programa de voluntarismo).

Eles também investem em ações que melhoram a vida dos fiéis, como um fundo de educação que ajuda a pagar os estudos em famílias convertidas que não tenham condições. No ano passado foram 13 mil alunos beneficiados. A igreja SUD possui o Centro de Recolocação de Empregos, que atende a 3.400 pessoas desempregadas, oferecendo cursos de autossuficiência profissional e recolocação.·.

“As religiões que estão mais próximas de pessoas cujas vidas passam por dificuldades tendem a ser bem-sucedidas. Elas representam um grupo que acolhe numa hora difícil”, diz o teólogo Clemir Fernandes, do Instituto de Estudos da Religião (Iser).

Uma das filosofias de vida dos mórmons é: “O Senhor gostaria que vocês fossem bem-sucedidos.” A exemplo de outras igrejas, sua estrutura é bancada por dízimos, cuidadosamente acompanhados em balancetes anuais individualizados.  Mesmo que a SUD negue que o pagamento do dízimo seja pré-requisito, muitos ex-mórmons alegam que ninguém participa das atividades religiosas ou sociais das congregações se não estiver com o pagamento em dia.
O discurso da SUD pode ser considerado hiperconservador. A valorização da família é o centro da doutrina. Defendem que o bom mórmon não pratica sexo antes do casamento, não bebe café ou chá e não faz uso de álcool ou drogas. Não têm bispos ou autoridades solteiros ou divorciados, sequer viúvos. Famílias gays, nem pensar. O sacerdócio é privilégio dos homens e as mulheres só lideram em cargos que cuidam de assuntos familiares e infantis.

Embora muitos a consideram uma denominação cristã, a maioria de seus fundamentos não tem comprovação histórica. Eles defendem, por exemplo, que o continente americano foi visitado por povos hebreus muitos anos antes do nascimento de Cristo. E que Jesus foi para as Américas após a ressurreição. Por isso, sua sede mundial é em Salt Lake City, em Utah.

Uma das maiores diferenças para as igrejas cristãs convencionais está em suas cerimônias, como os rituais de casamento eterno (após a morte), de batismo de antepassados mortos (a SUD tem o maior banco de pesquisa genealógica do planeta), de aperfeiçoamento dos santos (um trajeto que resulta na transformação de humanos em deuses e deusas que habitarão um planeta chamado Kolob, perto da morada de Deus), além da entrega de códigos e chaves que são dados aos fiéis para a entrada no céu propriamente dita.

Fonte: O Globo

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29 de jan. de 2012

Bíblias serão contrabandeadas em cartões de memória

Países como Coreia do Norte, China e Arábia Saudita não permitem a posse de materiais religiosos cristãos. Quem violar esta lei pode ir para a prisão e mesmo ser executado. Durante décadas heroicos contrabandistas de Bíblias atravessaram colocando as Escrituras nos mais diversos locais em carros, fundos falsos de malas, jogadas no mar em sacos impermeáveis e até amarradas no próprio corpo. O sonho desses mensageiros sempre foi que os volumes fossem menores, de preferência pequenos como uma unha.

Graças à tecnologia moderna este sonho missionário é agora uma realidade. A Bible League International, um ministério sem fins lucrativos, dedicado a ajudar os líderes da igreja perseguida, decidiu inovar e otimizar o contrabando de Bíblias e material cristão.

“É como uma mini biblioteca cristã”, disse Robert Frank, CEO do ministério que se firmou logo após a Segunda Guerra Mundial, quando o general Douglas MacArthur pediu que grupos cristãos enviassem Bíblias para o Japão.

Em 2011, a Bible League se uniu ao Centro Mundial de Tradução da Bíblia para obter os recursos necessários e traduzir a Bíblia para as todas as línguas dos povos do planeta.

O chip que será utilizado pelo ministério para contrabandear Bíblias e outros livros cristãos é um cartão de memória, do tipo microSD, bastante comum em celulares.

Uma vez que a capacidade máxima dos cartões é de 32 GB de dados, a Bible League comprime os dados buscando o armazenamento máximo. Assim, os cristãos que vivem nos países perseguidos podem inserir estes cartões em seus smartphones ou computadores e copiar o material sem deixar rastros. Caso fizessem pela internet poderiam ser rastreados.

As editoras de vários livros e Bíblia de Estudo decidiram contribuir com a iniciativa e doaram a versão eletrônica de várias obras para serem incluídas na “mini biblioteca”. Algumas dessas obras já foram traduzidas para línguas como árabe, persa, mandarim e outras, o que facilita o acesso dos cristãos que vivem em países perseguidos.

“O conteúdo foi todo doado”, disse Synetta Armstrong, diretor de comunicações globais para a Bible League. ”Queremos espalhar a palavra de Deus”.

Além de Bíblias, os cartões microSD armazenam outros tipos de conteúdo, como músicas de louvor em MP3, filmes cristãos além de uma biblioteca teológica, com comentários bíblicos e livros sobre vida cristã. São seis Bíblias comentadas, cerca de 600 horas de vídeos e 800 horas de áudio.

Para a equipe da empesa de software que criou o sistema de armazenamento, o esforço para superar os obstáculos e fronteiras fechadas vale a pena. “Deus está usando as tecnologias digitais para divulgar o Evangelho em outras nações de forma rápida e acessível. O mundo está sendo transformado pela tecnologia móvel e queremos colocar a Bíblia nos telefones e computadores do maior número de pessoas possível”, disse o programador responsável pelo software dos cartões.

Fonte: Traduzido e adaptado de Chron e Christian Post

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